A nossa estadia em Itacaré foi curta, mas suficiente para nos apaixonarmos! Abaixo, segue o roteiro detalhado que fizemos nesses 4 dias:

No primeiro dia, pegamos o voo bem cedinho para Ilhéus e de lá cerca de 1h de taxi até a cidade de Itacaré. Nos hospedamos na Pousada Lanai, que é bem simples, mas que tem um preço e serviço excelente e a localização melhor ainda (recomendamos… detalhes no fim do post!). Depois do check in, partimos para um almoço no restaurante Flor de Cacau. O restaurante parece montado na garagem de alguém, mas garantimos que a comida é muito boa e o precinho também! Vale super para o almoço… As porções são GIGANTESCAS então, pense bem para não sair de la deixando metade da comida pro lixo… De lá, seguimos para as praias urbanas.

Dica: as praias urbanas são muito bonitas também, mas por serem “urbanas” naturalmente são menos surpreendentes que as demais. Por isso, a nossa dica é fazer as praias urbanas logo no primeiro dia, para depois dai a régua só ir subindo hehe

Começamos pela Praia do Resende e fomos caminhando pela praia passando pela Praia da Tiririca, Praia da Costa e Praia da Ribeira. A duração da caminhada depende de quantas paradas para foto, admirar, etc, você faça, mas não é nada que requer um super preparo físico. Uma boa ideia também e andar até o fim primeiro para ver todas as opções e na volta, parar e ficar mais tempo na que gostou mais. No nosso caso, depois da caminhada, resolvemos parar mesmo na praia do Resende, que tinha um clima tranquilo com uma barraquinha para tomar um coco e uma cerveja.

Ao cair da tarde, uma boa ideia é voltar para o centro da cidade e dar um pulo ate a ponta do Xareu (+-20  min de caminhada). A ponta do Xareu nada mais é que umas pedras no fim da praia das Conchas apinhada de gente querendo fazer o mesmo que você: assistir o por do sol!

Espetaculo solar finito, hora de voltar pra pousada, tomar um banhinho e sair de novo para passear.

A cidade de Itacaré é muito agradável para dar uma voltinha a pé, cheia de lojinhas, restaurantes aconchegantes e pessoas vendendo artesanatos na rua… Carro: absolutamente desnecessário dentro da cidade.

No primeiro dia, ainda cheios do almoço do Flor do Cacau, optamos por algo mais simples e fomos até a famosa creperia Tio Gu. O preço é bem razoável (cerca de R$30 por crepe) e o crepe é bem servido! Recomendamos também…

Talvez nosso dia preferido em Itacare… Nesse dia acordamos cedo (muito importante acordar cedo para dar pra aproveitar bem o roteiro desse dia!), tomamos café na pousada e fechamos um taxi para nos levar até Engenhoca e nos buscar em Itacarezinho no fim do dia (para vantagens e desvantagens de alugar um carro vs taxi, clique aqui)

O taxi nos levou até o começo da trilha da Engenhoca e de lá foram cerca de 20 minutos caminhando até a praia… O caminho é no meio da mata (porem com uma trilha bem larga e bem delimitada) e por isso não bate sol, então é bem tranquilo!

Chegando na praia da Engenhoca, gostamos muito também! A praia tinha apenas uma barraca no canto direito vendendo bebidas, etc, e nenhum guarda sol espetado no meio da areia para poluir a visão… Largamos nossos pertences num cantinho escondido e fomos pro mar… Que delicia, agua morninha, porém com ondas.

Depois de cerca de 1h na praia da Engenhoca, seguimos pela trilha até a Praia do Havaizinho… Para nossa surpresa, já achamos ainda mais incrível que a visão da chegada na Engenhoca. A chegada a Havaizinho é por cima de um morrinho e a vista é de tirar o folego… Depois de “foto”, “foto”, “só mais uma” decidimos continuar a caminhada sem parar pois iria ficar pouco tempo para a praia de Itacarezinho e já sabíamos que a barraca lá tinha consumação, o que náo valeria tanto se chegássemos no fim do dia.

A caminhada em si já é o ponto alto desse passeio… A vista realmente é surreal e cada cantinho dava uma foto melhor que a outra! Veja por você mesmo:

A chegada em Itacarezinho também é por cima de um morro… A vista – sem educação!! Uma praia de areia branquiiiiiiinha, muitos e muitos coqueiros, muito verde e somente uma barraca, discreta nas cores (nada de letreiros do tipo Skol Beats esvoaçando) no meio daquilo tudo. Realmente de cair o queixo!!!

Descemos até o Itacarezinho restaurante que já havíamos lido que tinha um precinho salgado e uma comida ok, nada de espetacular. No entanto, como o dia era de comemoração (aniversário Erika) resolvemos fazer uma gracinha que valeu super a pena!! Realmente, o preço náo e dos mais baratos, mas o lugar e o serviço são muito bons… Se não estiver viajando num budget muito apertado, recomendamos uma passada já que em todas as outras praias não vao encontrar nenhuma mordomia.

Do estacionamento do restaurante pega celular e é possível ligar para o taxista buscar, caso queira voltar antes do horário. Nos, ratos de praia, não tivemos esse tipo de preocupação kkkk Dica importante: combine ao certo onde exatamente o taxi vai pegar vocês em Itacarezinho pois tem 2 saidas do estacionamento e nós não prestamos atenção nesse detalhe quando marcamos com o motorista e claro, fomos para a saída errada (não da pra ver uma saída da outra).

De noite fomos jantar no Jiló, um restaurante que tínhamos passado na porta na noite anterior e achado bem interessante. Nosso achismo foi super certo pois o restaurante era MUITO bom!!! Comida, serviço, ambiente e preço: tudo nota 10. Imagine um restaurante que tem uma churrasqueira (ou seria um fogão a brasa?) no meio do pátio onde o chef faz as carnes, peixes, batata, etc (não e churrasco, só é feito na brasa) no meio das mesas? O restante da comida (acompanhamentos tipo risoto, etc) são feitos na cozinha na parte de dentro. O sabor? Um ESPETACULO! O preço? Em torno de 50 reais o prato principal (pela qualidade, vale cada centavo). O serviço? Muito bom, muito atenciosos indo de mesa em mesa para saber como estava e se tínhamos gostado.

Pra fechar com chave de ouro, passadinha no Marley’s para uma cervejinha e forró.

Para muitos Jeribucaçu é a praia mais bonita da região.. Infelizmente, nós pasmos com tanta beleza, não conseguimos chegar a uma conclusão de qual seria a preferida hehehe

Para chegar ate Jeribucacu também é preciso ir de carro/taxi até a entrada da trilha. Para chegar na praia a trilha é uma descida em estrada de terra (logo, se prepare porque a volta só pode ser uma subida :p). E bem tranquila também e em torno de 25 min já avistamos o mangue que serve de fundo para mais essa praia sensacional…

A areia da praia é bem escura e muito muitoo fininha, então gruda em tudo. Uma dica é não usar maio/biquíni branco, pois essa areinha entra no meio da lycra e para tirar depois é um inferno (acreditem… quem fala é quem passou por isso hehe).

Nessa praia tem algumas barracas bem simples que servem comida, tem uma de tapioca e tem aluguel de prancha de surf. Quanto a comida, vao todos avisar de como o peixe é incrível, como a comida e maravilhosa, como você tem que pedir com antecedência pois corre o risco de acabar, etc… Nossa opiniao: achamos bem meia boca e caro para o que oferece. Voce vai receber um tupperware com peixe ok, arroz ok, vinagrete ok e pagar algo em torno de 40 reais por pessoa. Acho mais válido levar um lanchinho ou comer uma tapioca e deixar para ter uma refeição mais caprichada a noite na cidade.

Mas fiquem espertos, meus amigos! A praia é a melhor, mas náo e a única atração de Jeribucacu! Além da praia, tem o passeio pelo mangue e, para os mais animados, até a cachoeira da Usina. A dica importante: ao chegar na praia procure saber o horário adequado, pois a agua do mangue sobe e depois vocês ou não vao conseguir ir, ou vao fazer como nós e ir andando com a agua na cintura!!!

Nos pedimos na barraca que comemos um guia (sim, é necessário um guia pois não existe trilha em mangue né minha gente… A chance de se perder é muito grande) e disse que por 30 reais conseguiriamos um. Topamos, mas como a pressa baiana é especial, esperamos por uns 40 minutos até o nosso guia aparecer em todo o esplendor dos seus 12 anos e 1.30 de altura kkkk Apesar da idade, Neilson foi um ótimo guia…

A parte do mangue não é para os frescos e a caminhada ate a cachoeira toma cerca de 40 min…. A cachoeira não e a cachoeira mais bonita do mundo, mas para os que gostam de caminhar, vale a visita!!! Quando chegamos, não tinha ninguém e a temperatura da agua é ótima!

O caminho de volta para o estacionamento onde deveríamos encontrar nosso taxi é bem longo… São cerca de 40-50 min de caminhada, então se você não e do tipo que realmente curte uma caminhada, melhor deixar a cachoeira pra próxima.

De noite fomos jantar no restaurante À Brasileira que também era bom, porem não tao bom quanto Jilo e o preço um pouco mais salgado.

Para chegar na Prainha é preciso caminhar ate a Praia da Ribeira pela estrada, onde começa a trilha… Ao pesquisar, sempre encontramos que era necessário contratar um guia para fazer o caminho, mas nós sentimos  que a necessidade do guia era uma forçaçao de barra para gerar alguns empregos a mais… A trilha é bem delimitada e somente no começo tem que ficar esperto para não seguir reto e virar a esquerda, que é o caminho da trilha de Itacarezinho. Nos outros lugares que vimos bifurcaçoes, ambos caminhos acabavam chegando no mesmo lugar.

NOTE: não estamos falando para fazer a trilha sem guia, pois pode ser que não tenhamos prestado atenção em alguma outra bifurcação, etc, mas nos pareceu que o guia era desnecessário. Se for tentar fazer a trilha sozinho, a sugestão é tentar seguir algum surfista ou alguém que já tenha feito antes pelo menos o caminho da ida.

Uma coisa de certa forma decepcionante que vimos no caminho foi que ao deparar com uma bifurcação um casal que estava sem guia seguiu por um caminho diferente… O nosso guia e a pessoas que estavam em uma barraca que vendia bebidas disseram: “bem feito, deixem ir… quem mandou não contratar um guia”. Lamentavel que nesse caso possam estar prejudicando a segurança de 2 pessoas que poderiam vir a se perder por mesquinharia.

Outra coisa que dá preguiça de contratar um guia é que pode acontecer do guia querer inventar mil paradas e explicações para mostrar que vale a pena contratar um guia. Exemplo: parar varias vezes para mostrar a planta X ou Y que não tem nada demais, para mostrar um lagartinho, para mostrar um riacho, para tirar 100000 fotos em 10000 poses que já fizeram 1000 antes… Acaba demorando muito mais que o necessário e náo e tao interessante assim.

A caminhada ate a praia é longuinha, em torno de 40 min, mas não é pesada… A subida é bem suave e a descida também. Na chegada, a recompensa: mais uma praia lindíssima praticamente deserta. Prainha é uma praia relativamente pequena e não tem muito o que fazer além de se jogar debaixo de um coqueiro e admirar a vista ou pegar mergulho no mar… Não tem infra-estrutura de aluguel de cadeiras, restaurantes, nada disso (o que pra mim faz parte do toque especial do lugar!).

DICA: tragam lanchinhos para passar o dia. Na Prainha tem apenas um quiosque pequeno que vende bebidas (coco, agua, etc) e algumas frutas  (ex. abacaxi fatiado). Para não correr o risco de fazer o passeio as pressas por causa de fome, leve um lanchinho e estique sua canga/toalha debaixo de um dos muitos coqueiros e curta o dia sem pressa!

Não deixe pra voltar muito tarde, principalmente se estiver sozinho, pois a trilha e na mata também e deve ficar bem escuro durante o por do sol e a noite.

Chegamos de volta na Praia da Tiririca por volta de 16:30. O clima da praia estava muito legal: pista de skate com varias pessoas se jogando, muitos surfistas no mar e a Cabana Tiririca  super agradável para tomar uma cervejinha no fim do tarde.

Voltando pra cidade, já com muita fome depois só de lanchar, não aguentamos esperar ate de noite para comer alguma coisa e fizemos uma paradinha na Açai Pimenta para comer uma tapioca DE-LI-CIA! Vale super também uma visita.

No dia seguinte, fomos embora de manha.. Esse roteiro de 4 dias é absolutamente o mínimo que se deve fazer. Todas essas praias são imperdíveis e deixar uma pra tras não vale a pena mesmo!! Se tiver mais tempo, recomendaria ficar mais uns 2 dias pelo menos.. Um talvez para curtir Engenhoca e Havaizinho com mais calma (meio dia em cada, talvez) e outro para fazer algum passeio como Marau. De toda forma, da pra ficar muitos mais dias em Itacare repetindo essas doses dessas praias que não enjoam na primeira visita!

Quanto a bares e festas não nos aventuramos muito pois como tínhamos poucos dias queríamos acordar bem cedo… No entanto, tem algumas opções como por exemplo o Bananas Hostel que tem uma festinha a noite algum dia da semana (não lembro qual exatamente)

  • Hospedagem:

          Pousada Lanai: R. Pedro Longo, 108, Itacaré (http://pousadalanai.com.br/)                                     R$190,00/diária para o casal em quarto com ar condicionado e café da manha incluso

  • Restaurantes:
  1. À Brasileira: R. Pedro Longo, 175, Itacaré – aprox. R$70,00 (entrada + principal / pessoa)
  2. Açai Pimenta Gourmet: Rua Pedro Longo 468 – Pituba, Itacaré – aprox.. R$20/tapioca
  3. Cabana Tiririca – Caminho das Praias, 65 – Praia da Tiririca, Itacaré
  4. Creperia Tio Gu – Caminho das Praias, 488 – Pituba, Itacare – aprox.. R$30,00/crepe
  5. Flor do Cacau: R. Pedro Longo, 620, Itacaré – aprox.. R$30/pessoa (não temos o valor exato, mas era um preço super justo)
  6. Itacarezinho Restaurante: Rodovia Ilhéus-Itacaré, Km 51 – Itacarezinho, Itacaré – consulte qual a consumação mínima (no nosso caso acho que foi R$50,00, mas era dia de semana)
  7. Jiló: R. Castro Alves, 25 –  Itacaré  – aprox. R$70,00 (entrada + principal / pessoa)
  8. Marley’s Restaurante e Lounge Bar: Avenida Castro Alves 284, Itacar

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